AÚltimaHora

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Rio Memórias

Jornal considerado inovador para a época, por incorporar modernos padrões gráficos e técnicas de comunicação de massa que ainda eram raras no país, o Última Hora gravou sua passagem na história também por seu caráter político. Seu nome é indissociável do de Samuel Wainer, jornalista-fundador, editor-chefe e diretor. Mas também do de Getúlio Vargas, a quem Wainer apoiava.

Capa do jornal Última Hora

Página de jornal em preto e branco com retrato de Getúlio Vargas e mercado/feira central.Descrição da imagem: Esta é uma página de jornal em preto e branco. A disposição espacial começa pela esquerda, onde há um retrato de Getúlio Vargas, seguido por um texto coluna de "Última Hora" com o nome Samuel Wainer. Ao centro, há uma imagem em preto e branco de pessoas em um ambiente que parece ser um mercado ou feira. À direita, há um título grande que lê "NOVA TRAGÉDIA". Abaixo disso, há um texto que menciona "650 AÇÕES DE DESPEJO A MÉDIA MENSAL EM 1951". Na parte inferior, há mais textos e imagens, incluindo uma foto de uma pessoa sorridente.

Criada em 1951, a publicação diária se dizia contra a formação oligárquica da imprensa brasileira. Seis meses depois, já era o vespertino de maior circulação no Rio de Janeiro. Em março de 1952, o jornal começou a circular em São Paulo. Logo despertou ira na imprensa anti-Vargas, que efetuou intensa campanha contra o Última Hora. À frente da rivalidade, estava Carlos Lacerda, opositor de Getúlio Vargas, líder político da UDN e dono da Tribuna da Imprensa, que acusou Wainer de falsidade ideológica, alegando que, por ser estrangeiro (ele nascera na Moldávia), não poderia, pela Constituição de 1946, ser dono de jornal no Brasil. Com o golpe de 1964, Wainer teve os direitos políticos cassados e se exilou na França. Em 1971, vendeu o jornal para o grupo proprietário da Folha de S. Paulo.

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Memória 1 de 4: Revista O Cruzeiro