À flor da terra

Como se constrói uma cidade moderna? Há várias maneiras possíveis, mas o Rio de Janeiro do fim do século XIX e início do XX fez uma opção: enterrar tudo o que não “servia” ao propósito civilizatório que se pretendia para a capital no imediato pós-abolição. Os mais de 350 anos de escravidão e todos os horrores que derivam dessa instituição foram soterrados, como se pudessem ser esquecidos. A cidade mira o futuro, mas o passado recente, enterrado em uma cova rasa – “à flor da terra” – não se apaga com facilidade.


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